Resgatando o passado

September 19, 2016

Quando eu penso em festa infantil, penso em diversão, alegria, espaço para correr, sorrisos e luz. Acho que estes elementos juntos fazem a melhor festa do mundo. Sabemos que criança não precisa de muito para ser feliz. Não precisa de festa cinematográfica ou presente caro, não precisa do buffet da moda ou do vestido chique. O problema é que, quando a questão é festa, vejo muitas mães perderem a mão e esquecer que, antes de tudo, vem a escolha do filho. Elas querem decidir o tema, contratar a decoradora top, a recreação da televisão. Ah, os doces têm que ser daqueles gourmet, porque impressionam os convidados.

 

Nada contra tudo isso. Mas é preciso que haja uma condição: que a criança participe das escolhas, porque a festa é dela e para ela. Hoje, parece uma competição para ver quem faz o melhor evento. E isso desvirtua o barato que é comemorar o aniversário da pessoinha mais especial da sua vida.

 

 

 

Festa não é uma corrida para ver quem ganha o oscar de melhor produção. Festa é - ou pelo menos deveria ser - um momento mágico na vida da criança. Feche os olhos e tente voltar no tempo. Lembrar do seu aniversário de 5 anos. Ou do de 8, 12. Como era divertido e simples, com crianças correndo,  “roubando” brigadeiro antes do parabéns, sujando a roupa de terra. E todos iam dormir cansados e felizes, ansiosos por aquelas 24 ou 36 fotos que o papai mandaria revelar na loja da esquina e que ficariam prontas uma semana depois.

 

Hoje, pasmem, já fui a festa em que os pratos de doces estavam cobertos com papel filme para que ninguém tocasse antes da hora. Já vi avó de aniversariante brigar de verdade com um convidado pequeno porque ele queria pegar uma balinha que estava na mesa do bolo. E mãe dizendo que o menino não podia correr para não suar e ficar feio nas fotos. Já vi alguns casos assim, muito triste.

 

Por isso, o primeiro conselho que dou a todas as mães que me procuram para falar de festa infantil é: deixem seus filhos escolherem o tema! Mesmo que possa parecer estranho. Mesmo que você pense: “ Impossível fazer uma festa bonita com estes personagens feiosos”. Dá-se um jeito, faça a festa que a criança quer.

 

Outro conselho: se você tem uma verba alta para usar na festa, legal. É ótimo poder comprar peças e enfeites sem precisar ficar fazendo conta pra saber se o dinheiro vai dar. Mas se o seu orçamento está apertado, saiba que vai dar para fazer uma festa tão ou mais emocionante do que aquela mais cara. Peça para a tia fazer o bolo, para a avó fazer o cachorro-quente. O simples pode ser mais, principalmente se for feito com amor.

 

Na recreação, mesmo que você faça questão da equipe famosa, peça brincadeiras das quais todos possam participar juntos, como um grande abraço coletivo. Pique esconde, dança das cadeiras, pega pega, corrida de saco e tantas outras que nos transportam para a nossa infância de 20, 30 anos atrás. Época em que qualquer brincadeira dependia do grupo, e não do individual. Resgatar esses valores, que no fundo são os que mais importam, fará com que a festa do seu filho, grande ou pequena, cara ou barata, seja certamente a mais inesquecível.

 

 

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